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domingo, 4 de abril de 2010

Um passeio virtual pela Capela Sistina e as obras de Michelangelo

A Capela Sistina fica situada no Palácio Apostólico, a residência oficial do Papa na Cidade do Vaticano, Itália. A capela, que foi erguida entre 1475 e 1483 no pontificado do Papa Sisto IV, é considerada uma obra prima não somente por fiéis da religião católica, mas por todos os apreciadores da arte.
Em um primeiro momento, tratava-se de um projeto despretensioso, visando o culto particular dos papas e da alta hierarquia eclesiástica, no entanto, acabou se tornando um dos símbolos principais da Santa Sé, sendo um dos pontos turísticos mais fortes do país, visitado por milhares de curiosos todos os dias.
A capela é considerada um dos monumentos históricos mais importantes e um símbolo da arte daquela época, na qual a cidade de Florença era considerada o berço das artes, de onde diversos artistas surgiram. A Capela Sistina traz os afrescos de Botticelli, Rosselli, Ghirlandaio, Perugino e Michelangelo, responsável pelo teto e parede do altar.
Agora você tem a oportunidade de conhecer a Capela Sistina virtualmente. Disponibilizada pelo site oficial da Santa Sé, a capela está aberta para visitas e você poderá observar os seus mínimos detalhes da frente do seu computador. De fato não é a mesma coisa, mas já dá para ter um gostinho de como é passear por tamanha magnitude.

Como navegar
Ao acessar o link, clicando aqui, você deve esperar um pouco até a imagem carregar por completo. Assim que ela firmar, você verá o altar do Juízo Final produzido por Michelangelo. Para navegar pela capela, basta clicar com o mouse e arrastar o seu ponteiro para a direção que você quiser.
No canto esquerdo inferior na tela você tem três opções de escolhas. O [+] e o [–] que são responsáveis pelo zoom na imagem. Aproximando e afastando as pinturas, respectivamente. Essa ferramenta permite que você analise cada detalhe dos afrescos. Além disso, existe o botão [M] que modifica o modo de movimentação do mouse. Clicando uma vez, você poderá clicar e arrastar a imagem com o mouse e, clicando mais uma vez, a movimentação se tornará mais ágil.

O Juízo Final
O Juízo Final, localizado atrás do altar da Capela Sistina, foi feito por Michelangelo. O artista italiano levou cerca de sete anos para finalizar a obra, ordenada pelo Papa Julio II.
O afresco expressa o conceito de Justiça Divina: severa e implacável em relação aos condenados. Cristo, parte central da pintura, é o Juiz que escolhe quem sobe para o Céu – localizado na parte direita-, e quem são os condenados – abaixo de sua esquerda-, que esperam Caronte e Minos. Anjos tocando trombetas e a ressurreição dos mortos compõe o resto da obra.

O teto
Olhando para o teto da Capela Sistina, você verá outra obra de Michelangelo. O artista levou quase quatro anos para finalizá-la. No centro está uma das imagens mais conhecidas da capela: A Criação de Adão, na qual Deus dá a Adão o seu primeiro sopro de vida.
Dividido em áreas, o teto aloca figuras de profetas e sibilas nas áreas triangulares e nas retangulares os episódios do Gênesis. Estes, por sua vez, representam, em ordem as seguintes etapas: Deus separando a Luz das Trevas, Deus criando o Sol e a Lua, Deus separando a terra das águas, A Criação de Adão, A Criação de Eva, O Pecado Original e a Expulsão do Paraíso, O Sacrifício de Noé, O Dilúvio Universal e Noé Embriagado.

Restauração
A Capela Sistina foi fechada por mais de dez anos para a realização de uma restauração, visando recuperar as cores originais aplicadas por Michelangelo. Alguns trechos foram mantidos, para que os visitantes pudessem observar a diferença entre as cores e a parede. Para visualizar esse pedaço, aproxime a imagem no canto superiro direito do Juízo Final.
Não perca a chance de conhecer uma das obras mais incríveis da história da arte.
Boa viagem!
Clique aqui para ter acesso.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Arte urbana ou vandalismo?


Esta aula é articulada com a aula “Grafite é Arte?”

O que o aluno poderá aprender com esta aula
  • Analisar as manifestações artísticas urbanas;

  • Conhecer as linguagens do grafite;

  • Conhecer mais um grupo de brasileiros de renome internacional na arte do grafite.

Recursos Complementares
Indicação de sites:
Revista Galileu. Disponível em: http://colunas.galileu.globo.com/blogdagalileu/2009/12/01/grafite-em-bueiros-feito-por-dupla-brasileira-faz-sucesso-aqui-e-la-fora/ Acesso em 15 de Dez. de 2009.
Grupo 6emeia. Disponível em: http://www.6emeia.com/ Acesso em 15 de Dez. de 2009.
Projeto 6emeia. Disponível em: http://blogs.abril.com.br/tresporquatro/2009/02/projeto-6emeia-arte-no-asfalto.html Acesso em 15 de Dez. de 2009.
Reino Selvagem. Disponível em: http://www.reinoselvagem.com.br/a-hora-do-6emeia/ Acesso em 15 de Dez. de 2009.
Grafite hi-tech. Revista Bravo. Agosto de 2008. Disponível em: http://bravonline.abril.com.br/conteudo/assunto/assuntos_293429.shtml Acesso em 15 de Dez. de 2009.
Windows Movie Maker: http://www.microsoft.com/brasil/windowsxp/moviemaker/videos/create.mspx Acesso em 15 de Dez. de 2009.
Cinelerra: http://www.estudiolivre.org/cinelerra Acesso em 15 de Dez. de 2009.



TRABALHO DE GRUPO

  • Uma das diferenças primordiais entre o grafite e a pixação. O grafiteiro tem por trás de suas realizações um planejamento, que em muitos casos busca referências na história da arte.
  • Os alunos devem se reunir em pequenos grupos de 3 a 4 alunos que farão uma gravação (um vídeo documentário ou um vídeo arte) com o tema do grafite.
  • Para isso poderão utilizar aparelhos portáteis como câmeras digitais ou mesmo celulares para captar as imagens.
  • Antes de iniciar as filmagens os alunos deverão elaborar um roteiro sobre o tema que será abordado, quais lugares serão filmados, se haverá entrevistas, com quem?, quais serão as perguntas?, etc.
  • O tempo máximo de duração do vídeo é de 1 minuto .

Documentario DANO 163 1/2 - Graffiti Pichação Brasil

A partir da observação do vídeo discuta com seus colegas:

grafite é arte?
Pixação é grafite ou é arte?
Quem pixa muros e outros espaços da sociedade é artista ou pixador?
O homem da caverna era artista ou pixador?

domingo, 14 de março de 2010

Graffiti: da pré-história aos dias de hoje





Por Luiz Eduardo Neves – dudunews@hotmail.com



A história é permeada por fatos que retornam em diferentes períodos, assim como, por exemplo, as pautas das mídias. De seis em seis meses fala-se de vestibular, profissões em alta, compra de material escolar, dicas de paquera, celebridade do momento, entre outros assuntos. Claro que esse intervalo do tempo pode ter ondas ciclicas maiores, como é o caso das pinturas em paredes.
Arte rupestre é o nome que se dá às mais antigas representações pictóricas conhecidas. Datadas a partir do período Paleolítico Superior (40.000 a.C.), as primeiras impressões de registro artístico foram gravadas em cavernas ou também em superfícies rochosas ao ar livre, mas sempre em lugares protegidos.


As pinturas rupestres são vibrantes descrições do cotidiano pré-histórico realizadas em policromia que, determinada a imitar a natureza com o máximo de realismo, gravaram para sempre as observações feitas durante a caçada ancestrais.
Milhares de anos mais tarde, a partir dos anos 60, as artes nas paredes ressurgiu por meio de um dos braços das artes plásticas da cultura hip-hop. No Bronx, subúrbio de New York, os membros das gangues rabiscavam as paredes para dividir o território dominado pelas gangues, daí pintar nomes quase ilegíveis, denominados tags, facilmente reconhecíveis como símbolos de um grupo.


Não apenas paredes e monumentos recebiam tintas – circulando por toda a cidade, os metrôs viraram alvos das gangues que buscavam divulgar sua existência. O conceito continuou o mesmo durante alguns anos, até que os tags não comportaram mais a ansiedade dos artistas. As pichações ganharam estilo e assumiram o status de graffiti, com a inclusão de personagens e cenários.


Para o mestre em artes plásticas e professor Emilio Fernandes Rocha, “o graffiti é uma forma de expressão com alcance muito maior do que os outros tipos de arte existentes por aí, porque está na rua num contato direto com o público”.
Porém, os grafiteiros sofrem com o descaso e falta de conhecimento de quem observa tais desenhos nos muros das cidades, que veem as suas pinturas como artes menores. Muitas vezes isso acontece pela não distinção entre pichação e graffiti.


“É corriqueiro pessoas verem você com uma lata de spray e achar que se trata de um pichador”, relata o grafiteiro Alecs Power, na ativa há mais de dez anos e responsável. “No entanto, a gente não pode ignorar a pessoa por não ter o conhecimento. Não é porque ele está desinformado que a gente vai criticar. No início de um trabalho é aquele monte de riscos, aquele monte de traços, e a pessoa não entende. Mas na hora que está tudo prontinho, ela vê que é legal”, complementa.


O sociólogo francês, Pierre Bourdieu, descreveu os julgamentos estéticos partindo da idéia de que as pessoas emitem julgamentos de valor do tipo “detesto música sertaneja” para se diferenciar de quem está numa posição hierarquicamente inferior. Segundo ele, “a arte e o consumo estão predispostos a desempenha, independentemente de nossa vontade e de nosso saber, uma função social de legitimação das diferenças sociais”.


Porém, como diz o grupo de rap capixaba Esquadrão em sua música Graffiti, “alguns dos mais criativos fazem uma homenagem que, para identificar, demoraria horas. Mais legal é quanto mais a letra embola”. Isso demonstra que, para essa arte ser decodificada, é preciso conhecer os seus códigos e o conteúdo da cultura hip-hop.


Da mesma forma que as pinturas rupestres, o graffiti é um reflexo estético dos anseios do homem, se fazendo notar por seu caráter primordial: enche de desenhos coloridos os espaços da vivência humana.


Veja aqui mais fotos de alguns graffitis espalhados na Grande Vitória.

Novo Telecurso - Artes Plásticas - Aula 01 (1 de 2)

Na primeira teleaula de Artes Plásticas perguntamos: Arte é para todos? E, na busca da resposta, vamos ver que a capacidade criadora é inata ao ser humano, e que a experiência sensorial é a base do desenvolvimento desse potencial criador. Veremos que a apreciação artística é um aprendizado e conheceremos um pouquinho sobre o Renascimento e o Barroco.